Por que metas de inflação?

Posted: maio 22nd, 2012 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , , , | No Comments »

A condução da política monetária no Brasil vem sofrendo muitas críticas ao longo dos últimos meses. A comunicação do Banco Central com o público tem sido a principal fonte de distúrbios. Não se sabe ao certo qual a estratégia da autoridade monetária para a taxa de juros no curto prazo. Além disso, é nítida a interferência do Ministério da Fazenda, sugerindo que a estabilidade de preços não seria mais a única meta a ser perseguida. Ao seu lado estaria um intervalo para o câmbio e certo nível de crescimento econômico. Em assim sendo, faz-se necessário relembrar por que o regime de metas de inflação tornou-se relevante na última década.

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Uma [nova] nota sobre o relatório focus

Posted: maio 21st, 2012 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , | No Comments »

No relatório focus de hoje a nota fica por conta de 2013: expectativas para IPCA aumentam e para Selic diminuem. Além disso, o crescimento em 2012 continua sendo revisado para baixo. IPCA no centro da meta, como quer o Banco Central, parece ser mesmo um sonho distante. O relatório pode ser consultado aqui.

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DSGE

Posted: maio 21st, 2012 | Author: | Filed under: Indicação de Leitura Econômica | Tags: , , , , , , | No Comments »

D. Romer, autor do famoso Advanced Macroeconomics, está bonzinho. Ele liberou o capítulo 7 da nova edição de seu livro para consulta. Trata-se da base teórica que está por trás dos modelos novos-keynesianos que dominaram a cena no período pré-crise – e ainda fazem muito sucesso entre banqueiros centrais. O arquivo pode ser baixado aqui. A dica foi do Mankiw.

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A produtividade do trabalho no Brasil

Posted: maio 20th, 2012 | Author: | Filed under: PIB | Tags: , , , , , , , , | No Comments »

O informe Visão do Desenvolvimento 101 do BNDES tratou de um tema bastante caro para a economia brasileira: a evolução da produtividade. Definindo produtividade do trabalho como o valor adicionado (a preços de 2000) dividido pelo número de trabalhadores, o informe chega à conclusão que houve avanço de 1,2% a.a. na produtividade no período 1991-2010. O PIB avançou 3% a.a. no mesmo período. Seria uma recuperação frente ao período 1981-1990, conhecido como década perdida. Lá o avanço da produtividade foi -1,8% ao ano. O aumento da produtividade no pós-Plano Real se deu preponderantemente pelo efeito tecnológico, gerado pela estabilidade macroeconômica, privatizações e abertura comercial.

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Política monetária neutra e a crise europeia

Posted: maio 19th, 2012 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , | No Comments »

O economista Alan Blinder em seu excelente Bancos Centrais: teoria e prática é direto sobre o que considera uma política monetária neutra: “(…) a definição proposta de neutralidade é orientada inteiramente para o controle da inflação, como parece apropriado dado que a estabilidade de preços é a responsabilidade prioritária de qualquer banco central. Segundo a minha proposta de definição, a política monetária ‘neutra’ é coerente com a inflação constante a médio prazo. Qualquer taxa de juros real mais alta constitui ‘contração monetária’ e acabará implicando em uma queda da inflação; qualquer taxa real mais baixa é ‘expansão monetária’ e sinaliza um aumento de inflação”.    

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Saída do euro é ruim para a Grécia e para a União Europeia

Posted: maio 17th, 2012 | Author: | Filed under: Setor Externo | Tags: , , , , | No Comments »

A Grécia entra novamente no radar dos investidores e abala os mercados. O impasse político grego tem gerado intensa volatilidade nas bolsas, mercados de câmbio e de juros. A Espanha fez emissão recente de títulos e acabou pagando spread mais elevado. O problema, leitor, não é muito a Grécia. Sem querer menosprezar o país, mas a Grécia pouco importa para os investidores. A questão central é o risco de contágio: se a Grécia sair do euro, a pergunta que fica é quem será o próximo. Desse modo, só gostaria de dizer duas coisas: i) não existe saída organizada, vai gerar muito stress; ii) não dá para comparar a Grécia com a Argentina, como já vi gente [boa, inclusive] fazendo, porque o efeito sistêmico será muito maior no caso grego. Em outras palavras, a saída do euro é ruim tanto para a Grécia quanto para os demais países da União Europeia.

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Uma nota sobre o relatório Focus

Posted: maio 15th, 2012 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , | 2 Comments »

Um fato curioso sobre o relatório Focus divulgado ontem [14/05/2012]: a expectativa para a inflação de 2012 subiu de 5,12% para 5,22% enquanto que a expectativa para a meta da taxa Selic no fim do ano diminuiu de 8,5% para 8%. O que isso significa, leitor? :)

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Sobre a Desvalorização do Real

Posted: maio 15th, 2012 | Author: | Filed under: Setor Externo | Tags: , , , , , , , | No Comments »

“O mercado [de câmbio] é flutuante”, respondeu o Ministro Mantega às perguntas dos jornalistas sobre a recente desvalorização da moeda brasileira. Contra fatos, leitor, não há mesmo argumentos, não é mesmo? Ora, se o câmbio é flutuante no país, não é de se espantar com o recente movimento para cima da moeda. O problema é que não faz alguns meses o mesmo ministro deu declarações fortes sobre a defesa de um piso para a taxa de câmbio, dizendo se tratar de um fator determinante para a competitividade das empresas brasileiras. Ontem, após a moeda esbarrar nos 2 R$/US$ o Ministro voltou a citar a tal competitividade, alegando que uma taxa de câmbio mais alta é boa para a competitividade nacional. Logo, não haveria preocupação do governo com o tema. Certo, leitor?

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Comportamento dos spreads bancários

Posted: maio 10th, 2012 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , | No Comments »

O spread bancário é a diferença entre a taxa de captação dos bancos e a taxa de empréstimo ao tomador de crédito. Ele é diretamente influenciado pelas condições macroeconômicas, em especial às flutuações na taxa básica de juros, mas não apenas. Como pode-se notar no gráfico abaixo o spread bancário nas operações de crédito envolvendo recursos livres tem diminuido ao longo da última década. No âmbito das Pessoas Físicas, o spread caiu de 57,91% em junho de 2000 para 35,1% em março de 2012. Já para Pessoas Jurídicas, no mesmo período, a queda foi de 22,82% para 18,4%. O spread total saiu de 39,56% para 28%. Nota-se, portanto, que a queda mais expressiva foi no segmento de pessoas físicas, fruto principalmente de inovações institucionais importantes, como a alienação fiduciária [o próprio bem como garantia] e o crédito direto em folha de pagamento, por exemplo.

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IPCA continua em queda no acumulado de 12 meses

Posted: maio 9th, 2012 | Author: | Filed under: Inflação | Tags: , , | No Comments »

O IPCA veio 0,64% em abril, acumulando alta de 1,87% em 2012. Destaque para Despesas Pessoais, que avançaram 2,23% [peso de 10% no índice]. Apesar disso, no acumulado de 12 meses, a inflação continua sua trajetória de queda, iniciada em outubro do ano passado, estando agora em 5,1%. Tudo dentro do plano da autoridade monetária, portanto.

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