Banco Central espera que o mundo ajude…

Posted: setembro 29th, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , , | 2 Comments »

No Relatório de Inflação divulgado em julho o IPCA só convergeria para a meta no segundo trimestre de 2013, conforme o cenário base do Banco Central. No Relatório divulgado hoje houve uma pequena modificação em relação à convergência ainda em 2012: uma redução de 0,2% entre um relatório e outro. Isto é, dadas as hipóteses adotadas pelo modelo estrutural do BACEN, a inflação terminaria o quarto trimestre de 2012 em 4,7%, contra 4,9% previstos no relatório anterior. Como pode ser visto na tabela abaixo, a expectativa para inflação no fim de 2011 ficou em 6,4%. No relatório de julho esse valor era de 5,8% e a convergência para o centro da meta também se daria no segundo trimestre de 2013.

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O que disse a ata do COPOM?

Posted: setembro 9th, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , | No Comments »

Não muito, para dizer a verdade. Se alguém esperava uma justificativa contundente do corte na taxa Selic, ficou decepcionado ao ler as páginas da ata. O que o COPOM viu foi basicamente um cenário externo com menor crescimento nos próximos anos e países de mãos atadas tanto no campo fiscal quanto no monetário. Isso, segundo a autoridade monetária, teria um impacto positivo sob a processo inflacionário interno. Daí que cinco membros do Cômite optaram por reduzir agora a Selic.

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COPOM surpreende o mercado

Posted: setembro 1st, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , | 2 Comments »

A redução de 50 pontos-base na taxa básica de juros [a SELIC] surpreendeu 9 em cada 10 economistas. Isto porque, com a inflação em 12 meses acima do limite superior da meta de inflação e uma pressão advinda do setor de serviços sem expectativa de arrefecimento, era [amplamente] esperada uma “parada técnica” por parte da autoridade monetária. Nunca antes, diga-se, o Cômite mudou de uma trajetória de aumento para redução sem antes passar por um período de estabilidade na taxa de juros. Não é por outro motivo que a grande maioria do mercado esperava por uma manutenção em 12,50% ontem.

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Ata do Copom abre espaço para “parada técnica” a partir de agosto

Posted: agosto 1st, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , | No Comments »

A ata do Copom, divulgada na última quinta-feira, não é clara sobre a continuação do ciclo de aumento da taxa Selic. E nem era esperado que fosse. O Banco Central trabalha com dois problemas: pressão inflacionária doméstica e cenário externo. O primeiro é causado, notadamente, pelo aumento de preço de serviços, diretamente influenciados pelo mercado de trabalho aquecido e pelo contínuo aumento do crédito – ainda que a taxas mais modestas que as verificadas nos últimos trimestres. Já o segundo, como todos sabem, vem dos problemas do Velho e também do Novo Mundo. O pacote grego não eliminou o risco de default na zona do euro, assim como o problema americano não é apenas aumentar [ou não] o teto da dívida: é preciso verificar se a economia dos EUA conseguirá se recuperar nos próximos anos.

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Para que serve a taxa Selic?

Posted: março 25th, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , | No Comments »

Uma das grandes qualidades de um bom profissional é conseguir explicar em termos leigos o seu ofício. Infelizmente, entretanto, são poucos que conseguem traduzir áreas específicas de conhecimento em poucas linhas. Por minha parte, tenho tentado, nessa nova fase, unir dois campos estanques, economia e literatura, na vã esperança de atingir um público rebelde à aridez dos dados econômicos.

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O Boletim Focus do Banco Central

Posted: março 15th, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , | No Comments »

Dentro do Regime de Metas de Inflação, implantado no Brasil desde 1999, o objetivo principal da autoridade monetária – o Banco Central – é fazer convergir as expectativas de inflação à uma meta pré-definida. Neste modelo entende-se que as expectativas de preços dos agentes econômicos são o principal canal de transmissão da política monetária. Em outros termos, quando o Banco Central aumenta ou diminiu a taxa de juros ele espera balizar as próprias expectativas do mercado quanto ao futuro, conduzindo a própria variável econômica a um resultado previamente definido.

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