Por que metas de inflação?

Posted: maio 22nd, 2012 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , , , | No Comments »

A condução da política monetária no Brasil vem sofrendo muitas críticas ao longo dos últimos meses. A comunicação do Banco Central com o público tem sido a principal fonte de distúrbios. Não se sabe ao certo qual a estratégia da autoridade monetária para a taxa de juros no curto prazo. Além disso, é nítida a interferência do Ministério da Fazenda, sugerindo que a estabilidade de preços não seria mais a única meta a ser perseguida. Ao seu lado estaria um intervalo para o câmbio e certo nível de crescimento econômico. Em assim sendo, faz-se necessário relembrar por que o regime de metas de inflação tornou-se relevante na última década.

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Uma [nova] nota sobre o relatório focus

Posted: maio 21st, 2012 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , | No Comments »

No relatório focus de hoje a nota fica por conta de 2013: expectativas para IPCA aumentam e para Selic diminuem. Além disso, o crescimento em 2012 continua sendo revisado para baixo. IPCA no centro da meta, como quer o Banco Central, parece ser mesmo um sonho distante. O relatório pode ser consultado aqui.

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Sobre a condução da política monetária no pós-crise

Posted: março 19th, 2012 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , | No Comments »

O nome do jogo, leitor, é credibilidade. O regime de metas de inflação é funcional apenas se os agentes econômicos acreditam no que o Banco Central lhes diz. Caso contrário, a meta de inflação não é crível e os formadores de preços deixam de tê-la como baliza para suas projeções. A esse processo os economistas chamam de desvio entre a inflação esperada e a inflação efetiva. Estaria o Banco Central Brasileiro gozando [ainda] de credibilidade?

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2012: mais um ano decisivo para o Brasil.

Posted: janeiro 12th, 2012 | Author: | Filed under: Resenhas de Conjuntura Econômica | Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , | No Comments »

Olhando em retrospectiva, o Brasil tem muito a comemorar. Passamos de um país atrasado, com uma hiperinflação incontrolável para um país macroeconomicamente civilizado, com boas perspectivas de crescimento econômico pela frente. Apesar disso, ainda não conseguimos avançar de forma contundente nas reformas estruturais que o país precisa para ser um país de fato desenvolvido. Nos últimos dez anos não avançamos nem um centímetro, diga-se. O objetivo do presente artigo é fazer uma análise da conjuntura econômica recente e avançar no debate sobre os limitantes do desenvolvimento brasileiro.

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IPCA 2011 cravado em 6,5%.

Posted: janeiro 6th, 2012 | Author: | Filed under: Inflação | Tags: , | 2 Comments »

O IPCA fechou dezembro em 0,5%, tudo o que era necessária para terminar 2011 em 6,5% – o limite máximo possível para o Banco Central cumprir a meta de inflação. Assim, o presidente Tombini respira aliviado por não ter de mandar uma carta de justificativa ao Ministro da Fazenda logo em seu primeiro ano de mandato. O fato é que a inflação acumulada em 12 meses está em recuo – como pode ser visto no gráfico abaixo – após atingir 7,31% em set/11, maior valor desde maio/05. Isso graças ao efeito defasado da política monetária macroprudencial e convencional, adotadas desde dezembro do ano passado, que têm agido diretamente sobre o nível de atividade – vide o post abaixo.

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Ata do Copom abre espaço para “parada técnica” a partir de agosto

Posted: agosto 1st, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , | No Comments »

A ata do Copom, divulgada na última quinta-feira, não é clara sobre a continuação do ciclo de aumento da taxa Selic. E nem era esperado que fosse. O Banco Central trabalha com dois problemas: pressão inflacionária doméstica e cenário externo. O primeiro é causado, notadamente, pelo aumento de preço de serviços, diretamente influenciados pelo mercado de trabalho aquecido e pelo contínuo aumento do crédito – ainda que a taxas mais modestas que as verificadas nos últimos trimestres. Já o segundo, como todos sabem, vem dos problemas do Velho e também do Novo Mundo. O pacote grego não eliminou o risco de default na zona do euro, assim como o problema americano não é apenas aumentar [ou não] o teto da dívida: é preciso verificar se a economia dos EUA conseguirá se recuperar nos próximos anos.

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Por que eu não sou de esquerda?

Posted: julho 27th, 2011 | Author: | Filed under: Crônicas Econômicas | Tags: , , , , , , , , , , , , | 3 Comments »

E também não sou ortodoxo, heterodoxo ou marxista. Não sou de direita, não tenho religião e não voto em legenda. Assim, de bate-pronto, se você me perguntar, eu digo que sou social-liberal. Algo completamente vago, portanto, que não quer dizer nada e tudo ao mesmo tempo. Eu poderia ser um social-liberal mais à direita ou mais à esquerda, mas não é esse o ponto. O certo é que acredito em Deus-pai-todo-poderoso, criador do céu e da terra, mas tenho poucas esperanças na natureza humana. E eu até poderia explicar, em maiores detalhes, provavelmente em uma mesa de bar, porque, afinal, eu não tenho muita simpatia pela esquerda [e pelos esquerdistas] – apesar de eu próprio ser canhoto.

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Regime de Metas de Inflação sob riscos?

Posted: abril 11th, 2011 | Author: | Filed under: Artigos de Economia | Tags: , , , , , , | No Comments »

O último Relatório de Inflação, divulgado pelo Banco Central, é otimista – até demais, para alguns – quanto à convergência dos preços para a meta em 4,5% no próximo ano. “Inovou” ao integrar o item “choque de oferta” aos componentes do IPCA, acha que o Governo Central irá cumprir a meta de superávit primário e confia nas medidas macroprudenciais muito mais do que na subida da taxa básica de juros para conter as pressões inflacionárias. Seria, assim, o fim do regime de metas inflacionárias no país?

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