O que disse a ata do COPOM?

Posted: setembro 9th, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , | No Comments »

Não muito, para dizer a verdade. Se alguém esperava uma justificativa contundente do corte na taxa Selic, ficou decepcionado ao ler as páginas da ata. O que o COPOM viu foi basicamente um cenário externo com menor crescimento nos próximos anos e países de mãos atadas tanto no campo fiscal quanto no monetário. Isso, segundo a autoridade monetária, teria um impacto positivo sob a processo inflacionário interno. Daí que cinco membros do Cômite optaram por reduzir agora a Selic.

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E o IPCA…

Posted: setembro 6th, 2011 | Author: | Filed under: Inflação | Tags: , , , | No Comments »

O IPCA divulgado hoje deve ter provocado arrepios nos membros do COPOM: no acumulado de 12 meses 7,23%. A alegação oficial [feita pelo presidente do BACEN] é de que atingiríamos o pico do processo inflacionário em agosto. Em outros termos, a partir do próximo mês veríamos um alívio nos preços. Será? Read the rest of this entry »


COPOM surpreende o mercado

Posted: setembro 1st, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , | 2 Comments »

A redução de 50 pontos-base na taxa básica de juros [a SELIC] surpreendeu 9 em cada 10 economistas. Isto porque, com a inflação em 12 meses acima do limite superior da meta de inflação e uma pressão advinda do setor de serviços sem expectativa de arrefecimento, era [amplamente] esperada uma “parada técnica” por parte da autoridade monetária. Nunca antes, diga-se, o Cômite mudou de uma trajetória de aumento para redução sem antes passar por um período de estabilidade na taxa de juros. Não é por outro motivo que a grande maioria do mercado esperava por uma manutenção em 12,50% ontem.

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O Banco Central e a Espada de Dâmocles[1]

Posted: agosto 24th, 2011 | Author: | Filed under: Artigos de Economia | Tags: , , , , , , , , , , , , , , | No Comments »

Há cerca de um mês e meio uma parte expressiva do mercado dava como certo mais dois aumentos da taxa Selic, elevando-a para 12,75% ao ano. Hoje, com o recrudescimento do cenário externo, já há quem fale em corte na taxa ainda em 2011. Entre um e outro cenário o mais provável é que a autoridade monetária faça [na próxima reunião] a parada técnica, mantendo a taxa básica em 12,50% ao longo do restante do ano. Neste artigo discuto a condução recente da política monetária brasileira.

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O Banco Central e a turbulência externa

Posted: agosto 11th, 2011 | Author: | Filed under: Resenhas de Conjuntura Econômica | Tags: , , , , | No Comments »

A próxima reunião do Cômite de Política Monetária (o COPOM) está agendada para 30 e 31 de agosto e será marcada pelos últimos acontecimentos na Europa e nos EUA. A pergunta que o mercado está se fazendo nesse momento: a Selic para de subir ou sobe mais 0,25%?

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O Brasil e a crise internacional

Posted: agosto 10th, 2011 | Author: | Filed under: Resenhas de Conjuntura Econômica | Tags: , , , , , | No Comments »

Como apontado no post anterior, o mundo voltou a dar sinais de maior incerteza, dados os problemas com EUA e Europa. O aumento da aversão a risco fez com que as principais bolsas fechassem em queda, gerando ainda mais pânico no mercado. A pergunta que ficou é: como isso afeta a economia brasileira?

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Ata do Copom abre espaço para “parada técnica” a partir de agosto

Posted: agosto 1st, 2011 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , | No Comments »

A ata do Copom, divulgada na última quinta-feira, não é clara sobre a continuação do ciclo de aumento da taxa Selic. E nem era esperado que fosse. O Banco Central trabalha com dois problemas: pressão inflacionária doméstica e cenário externo. O primeiro é causado, notadamente, pelo aumento de preço de serviços, diretamente influenciados pelo mercado de trabalho aquecido e pelo contínuo aumento do crédito – ainda que a taxas mais modestas que as verificadas nos últimos trimestres. Já o segundo, como todos sabem, vem dos problemas do Velho e também do Novo Mundo. O pacote grego não eliminou o risco de default na zona do euro, assim como o problema americano não é apenas aumentar [ou não] o teto da dívida: é preciso verificar se a economia dos EUA conseguirá se recuperar nos próximos anos.

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Blanchard, Delfim Neto e um pouco de política monetária

Posted: junho 7th, 2011 | Author: | Filed under: Resenhas de Conjuntura Econômica | Tags: , , , , | No Comments »
O ex-ministro Delfim Neto publicou um artigo hoje no jornal Valor Econômico sobre a pretensa mudança proposta pelo FMI em seus novos documentos. No mesmo, Delfim traz alguns pontos destacados em artigo recente publicado pelo também economista Blanchard, que seguem abaixo com os meus comentários:

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Macroprudenciais vs. taxa básica de juros

Posted: maio 10th, 2011 | Author: | Filed under: Artigos de Economia | Tags: , , , , , , | No Comments »

A inflexão na condução da política monetária, feita no fim de 2010, tem gerado um debate interminável nos principais jornais do país. Se antes o Banco Central calibrava uma meta operacional (a taxa básica de juros) em busca de um único objetivo final (a estabilidade de preços), a partir daquele momento pareceu preocupado com outros fins (crescimento e taxa de câmbio). E para atingi-los faz uso de outros instrumentos, chamados macroprudenciais. Há alguma inconsistência nisso?

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IPCA acumulado em 12 meses rompe o limite superior da meta

Posted: maio 6th, 2011 | Author: | Filed under: Inflação | Tags: , , | No Comments »

O resultado do IPCA em abril, de 0,77%, é incontestável quanto ao aumento de preços, dado que era esperado um número bem inferior por parte do mercado – li um 0,25% há algumas semanas. No acumulado de 12 meses (vide gráfico abaixo) há um claro processo de elevação da inflação desde o segundo semestre de 2010. O número de abril, 6,51%, rompe [inclusive] a banda superior da meta para 2011 – 4,5% com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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